http://rapidshare.com/files/41282108/UM_TOM_A_MAIS_01.mp3.html
A vida e obra de Tom Jobim é bastante dissipante. Você vai escutar uma música e a partir daí acaba em outra, inteiramente diferente.
Temos essa diversidade impressionante dentro da pessoa que foi Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. E em tudo que produziu durante sua vida.
Acho até que Tom Jobim é a expressão máxima de Brasil!
Não porque tenha brasileiro no nome.
Não que tenha uma sensibilidade musical tão carinhosa como a de Pixinguinha.
Nem também o dom cronista de um Machado de Assis ou Lima Barreto.
Ou então o gênio compositor de Noel Rosa e até Chico Buarque de transformar cotidianidades em canções.
Tom Jobim não tem o parnasianismo de Olavo Bilac e Catullo da Paixão Cearense. Nem também o modernismo poético de Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.
O que faz do Tom a expressão máxima de Brasil é a capacidade de ter e absorver dentro de si todos esses brasis.
Não vou entrar na discussão se ele foi o maior brasileiro de todos os tempos. Mas já que falam tanto que o Brasil é um país diverso, com mistura de gente e uma imensidade de culturas.
Pois se tivesse que escolher o brasileiro com mais cara de Brasil, sem dúvida, seria o Tom. E tudo isso pelas coisas boas que encontramos nele.
Quem se interessa por esse Brasileiro de Almeida Jobim e deixa se envolver, logo percebe que ele é a influência máxima para tudo.
Quer partir para um lado erudito, porém bem brasileiro de Villa-Lobos... no Tom é possível.
Se o assunto é cantar a beleza da mulher amada... é necessariamente óbvio citar Vinicius de Moraes.
Quer explorar um lado mateiro, bem sertanejo, ao estilo Guimarães Rosa... é só escutar e escutar Matita perê. É Tom Jobim com jeito de Guimarães Rosa.
Parece trocadilho, mas o Tom tem em si todos os tons de Brasil.
Até o lado ufanista d’”os nossos bosques tem mais vidas nossas vidas mais amores” de exaltar a beleza do Brasil, como fazia tão bem Ary Barroso. Tom tem e muito. E é dessa maneira que abrimos o “Um Tom a mais”. Com a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso pelo piano do
Tom. Retirada do disco Stone Flower de 1970.
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
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